O Swásthya Yôga é uma filosofia de vida que tem mais de 5 mil anos, mas que se adapta á sociedade actual.
A nossa escola dedica-se à Cultura, Qualidade de Vida e Mudança de atitude.
Definimos o nosso trabalho, como um método que nos conduz a uma maior sabedoria para viver.
Este Método é composto por Conceitos e Técnicas Ancestrais (SwáSthya Yôga).
Esta fórmula de conhecimentos irão torna-lo mais dinâmico, energético, activo ao mesmo tempo proporcionam auto-suficiência, elegância, criatividade e maior consciência.
Certa vez um famoso bailarino improvisou alguns movimentos instintivos, porém, extremamente sofisticados graças ao seu virtuosismo e, por isso mesmo, lindíssimos. Essa linguagem corporal não era propriamente um ballet, mas, inegavelmente, havia sido inspirada na dança.
A arrebatadora beleza da técnica emocionava a quantos assistiam à sua expressividade e as pessoas pediam que o bailarino lhes ensinasse sua arte. Ele assim o fez. No início, o método não tinha nome. Era algo espontâneo, que vinha de dentro, e só encontrava eco no coração daqueles que também haviam nascido com o galardão de uma sensibilidade mais apurada.
Em algum momento na História essa arte ganhou o nome de integridade, integração, união: em sânscrito, Yôga! Seu fundador ingressou na mitologia com o nome de Shiva e com o título de Natarája, Rei dos Bailarinos.
Esses fatos ocorreram há mais de 5.000 anos a Noroeste da Índia, no Vale do Indo, que era habitado pelo povo drávida.
Tanto o Yôga, quanto o Tantra e o Sámkhya* foram desenvolvidos por esse povo admirável. Sua civilização, uma das mais avançadas da antiguidade, ficou perdida e soterrada durante milhares de anos, até que os arqueólogos do final do século xix encontraram evidências da sua existência e escavaram dois importantes sítios arqueológicos onde descobriram respectivamente as cidades de Harappá e Mohenjo-Daro. Depois, foram surgindo outras e outras. Hoje já são milhares de sítios, distribuídos por uma área maior que o Egito e a Mesopotâmia.
Ficaram impressionados com o que encontraram. Cidades com urbanismo planejado. Ao invés de ruelas tortuosas, largas avenidas de até 14 metros de largura, cortando a cidade no sentido Norte-Sul e Leste-Oeste. Entre elas, ruas de pedestres, nas quais não passavam carros de boi. Nessas, as casas da classe média tinham dois andares, átrio interno, instalações sanitárias dentro de casa, água corrente! Não se esqueça de que estamos falando de uma civilização que floresceu 3.000 anos antes de Cristo.
Não era só isso. Iluminação nas ruas e esgotos cobertos, brinquedos de crianças em que os carros tinham rodas que giravam, a cabeça dos bois articulada, bonecas com cabelos implantados, imponentes celeiros que possuíam um engenhoso sistema de ventilação, e plataformas elevadas para facilitar a carga e descarga das carroças.
Noutras culturas do mesmo período, as construções dos soberanos apresentavam opulentos palácios e majestosos túmulos reais,
enquanto o povo subsistia em choupanas insalubres. Na cultura dravídica, ao contrário, o povo vivia bem e a arquitetura da administração pública era simples.
Outra curiosidade foi expressada por Gaston Courtillier em seu livro Antigas Civilizações, Editions Ferni, página 24, quando declarou: “Ficamos verdadeiramente admirados de, nesses tempos profundamente religiosos, não encontrarmos templos ou vestígios da estatuária que os povoaria, como foi regra noutros lugares durante toda a antiguidade, nem sequer estatuetas de adoradores em atitude de oração diante de sua divindade”. Para nós isso faz sentido, afinal, sabemos que na Índia Antiga o Sámkhya teve seu momento de esplendor. E na Índia pré-clássica, a variedade Niríshwarasámkhya, foi ainda mais fortemente naturalista que o Sámkhya Clássico.
Sua sociedade foi identificada como matriarcal, o que também está coerente com as nossas fontes, segundo as quais o Yôga surgiu numa cultura tântrica.
Cavando mais, os arqueólogos descobriram outra cidade sob os escombros da primeira. Para sua surpresa, mais abaixo, outra cidade, bem mais antiga. Cavaram mais e encontraram outra cidade embaixo dessa. E mais outra. E outra mais. O que chamava a atenção era o fato de que, quanto mais profundamente cavavam, mais avançada era sua tecnologia, tanto de arquitetura quanto de utensílios. Até que deram com um lençol d’água e precisaram parar de cavar mais fundo. O que nos perguntamos é: quantas outras cidades haveria lá por baixo e quão mais evoluídas seriam elas?
Bem, foi nessa civilização que o Yôga surgiu. Uma civilização tântrica (matriarcal) e sámkhya (naturalista).
O Yôga foi produto de uma civilização não guerreira, naturalista e matriarcal.
No século XX o Yôga sofreu mais um duro golpe: foi descoberto pelo Ocidente e... ocidentalizado, é claro. Tornou-se utilitário, consumista, algo amorfo, feio e maçante.
A um Yôga legítimo é lindo de se assistir, é fascinante de se praticar e é excelente como filosofia de vida. É dinâmico, é forte, é para gente jovem. Todos os que nos visitam e assistem ao vídeo de apresentação do método ficam boquiabertos e comentam a mesma coisa: imaginavam que o Yôga fosse algo parado, a ponto de requerer paciência, ou algo supostamente indicado para a terceira idade! E se for um Yôga inautêntico, fruto de sucessivas simplificações, adaptações acumulativas e ocidentalizações inescrupulosas, então não vale a pena denominar de Yôga essa anomalia.
O problema é que muita gente sem certificado de instrutor de Yôga atirou-se a lecionar e, como não possui repertório de técnicas, mistura um pouco de ginástica, outro tanto de esoterismo, um quê de hipnose, uma pitada de espiritismo, algo da linguagem do tai-chi, uns conceitos macrobióticos, tudo isso temperado com atmosfera de terapias alternativas e embalado para consumo em voz macia, com música new-age. Para o leigo, que não tem a mínima idéia do que seja o Yôga, a não ser uma visão estereotipada e falsa, essa miscelânea inverossímil satisfaz. Só que ela, de Yôga mesmo que é bom, não tem nada.
Não devemos esquecer de que a palavra Yôga significa integridade. É preciso que seus representantes sejam íntegros.
É o Swásthya Yôga, o próprio Yôga Pré-Clássico, pré-ariano, pré-vêdico, proto-histórico, o Yôga de Shiva, Yôga Ultra-Integral, com todas as suas características Tántrika e Sámkhya preservadas e mais: sua execução lembrando uma dança, resgatada das camadas mais remotas do inconsciente coletivo!
Quadro extraído do livro Yôga, Mitos e Verdades, deste autor. Notas do quadro acima
O Yôga Antigo, Pré-Clássico, hoje é conhecido como Swásthya Yôga. Se em algum debate acadêmico você precisar de elementos para demonstrar que o Swásthya é de estrutura pré-clássica, utilize o presente quadro sinótico. Ele demonstra que a única linhagem Sámkhya-Tantra é a pré-clássica. Ora, essa é a estrutura do Swásthya Yôga (Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga). Mais esclarecimentos na nossa obra Livro de Ouro do Yôga.
Embora a tendência da maior parte dos Mestres e Escolas continue sendo brahmácharya, no período contemporâneo começa a se instalar uma tendência tântrica (dakshinachara) representada por Aurobindo e Rámakrishna.
(Faça Yôga Antes Que Você Precise, Edições Afrontamento)
* Para aprofundamento no tema com seriedade, recomendamos a leitura do livro Yôga, Sámkhya e Tantra, do Mestre Sérgio Santos, Presidente da Federação de Yôga de Minas Gerais.
Recentemente, foram retomadas as escavações. Aguardemos as novas descobertas.